Por melhoria no transporte público, moradores queimam pneus e bloqueiam vias da BR-040



Os motoristas que passam pela BR-040 precisam de paciência para enfrentar o trânsito até o Plano Piloto nesta segunda-feira (17/3). Moradores bloquearam a via em vários pontos. De acordo com o inspetor Daniel Bonfim, da Polícia Rodoviária Federal (PRF), os manifestantes são contra o mal serviço prestado por companhias de transporte público do Entorno, principalmente Luziânia, Valparaíso e Cidade Ocidental.


Sugestões para mudanças de linhas.

SUGESTÕES PARA ALTERAÇÃO E CRIAÇÃO DE LINHAS DE ÔNIBUS EM SÃO SEBASTIÃO-DF
Linhas que ligam São Sebastião a Rodoviária do Plano Piloto: 180.1 e 197.3
Estas duas linhas são as principais linha que atende a demanda do deslocamento de pessoas a região do central de Brasília, a Rodoviária do Plano Piloto. Considerada a mais importante e de curta duração para quem quer se deslocar ao centro de Brasília.
Devido a essa importante, sugerimos aos órgãos responsáveis, de forma que seja mais rápida e eficaz o transporte de passageiros, as seguintes alterações abaixo.

Linha 180.1 (São Sebastião / Rodoviária Plano Piloto via Ponte JK)
SITUAÇÃO HOJE:
A linha 180.1 tem uma extensão de 26.88 km* e o valor da passagem de é de R$ 2,50. Seu itinerário começa saindo do terminal de São Sebastião, passando pela Avenida Central do Bosque (Residencial do Bosque), Avenida Central (bairro São José e Vila Nova), Rua da Gameleira (bairro Centro), Avenida São Sebastião (Residencial Oeste).


Passa pela DF-463 em frente ao bairro Jardins Mangueiral, DF-001 região dos condomínios Jardim Botânico, Solar de Brasília e segue pela Ponte JK via Esplanada dos Ministérios.
SUGESTÃO:
A linha 180.1 atende a demanda, quando cumpre corretamente o seu itinerário passando principalmente pelo bairro Residencial do Bosque. Pedimos que seja aumentado o número de vezes que este ônibus passa pela cidade. Uma das maiores reclamações é que esta linha não cumpre sua rota, indo até o bairro, principalmente na volta da Rodoviária do Plano Piloto, onde ele deveria ir até o bairro antes de chegar ao Terminal Rodoviário de São Sebastião.

Linha 197.3 (São Sebastião / Rodoviária Plano Piloto via QI- 25 e Ponte JK)
A linha 197.3 tem uma extensão de 29.17 km* e o valor da passagem de é de R$ 2,50. Seu itinerário começa saindo do terminal de São Sebastião, passando pela Avenida São Sebastião nos bairros São Francisco e São José, bairro Centro, Avenida Comercial (bairro Setor Tradicional), Vila Olímpica e bairro Morro Azul.  Segue pela rodovia DF-463, em frente ao bairro Jardins Mangueiral, região dos condomínios Jardim Botânico, rodovia DF-035, QI 23 a QI 25 (Lago Sul), Ponte JK, Esplanada.


Estas duas linhas são as mais essenciais para a mobilidade dos moradores da cidade e que atualmente apresenta a menor quantidade de ônibus em relação ao amento da população. Observamos o crescimento dos bairros Morro da Cruz, Jardins Mangueiral, ambos em São Sebastião e do Jardim Botânico III, na Região Administrativa do Jardim Botânico. Este por último, os usuários utilizam os ônibus que partem de São Sebastião. Infelizmente o transporte público não está acompanhando esta demanda.

SUGESTÃO:
A linha 197.3 atende uma boa parcela da cidade, passando pela a avenida que mais tem paradas de ônibus. Sendo esta a principal que transporta usuário até a Rodoviária do Plano Piloto. Sugerimos que o tempo e o percurso sejam diminuídos, retirando de sua rota, o trecho que segue pelo Lago Sul (QI-23 à QI-25). Este poderia fazer o mesmo que a linha 180.1, seguindo, logo após a DF-463, seguindo pela DF-001 até o balão de acesso a Ponte JK. Assim encurtando o tempo de espera no transito e diminuindo as distâncias. Já que a função principal desta linha é transportar passageiro até a Rodoviária do Plano Piloto.

Linha 147.2 – São Sebastião/W3 Sul via Ponte JK
A linha 147.2 é a principal linha de ligação de São Sebastião à Asa Sul, através da avenida W3 Sul. Tem uma extensão de 37,5 km de distância, partindo do Terminal Rodoviário de São Sebastião até o Terminal Asa Sul. Sua rota compreende desde a partida do Terminal Rodoviário da cidade, passando pela Avenida Central do Bosque (Residencial do Bosque), Avenida Central (bairro São José e Vila Nova), Rua da Gameleira (bairro Centro), Avenida Comercial (bairro Setor Tradicional), Vila Olímpica e bairro Morro Azul.  Segue pela rodovia DF-463, em frente ao bairro Jardins Mangueiral, DF-001 região dos condomínios Jardim Botânico, Ponte JK, Esplanada, Avenida W3 Sul e Terminal Asa Sul.


Hoje podemos considerar uma das linhas mais utilizada pela população, tanto para quem vai para região da Esplanada dos Ministérios e Rodoviária Plano Piloto, quanto para quem vai para a Avenida W3 Sul. Existem muitos trabalhadores que utilizam esta linha, que trabalham nas regiões do Setor Comercial Sul e ao longo dos comércios na Avenida W3 Sul. Há muitos estudantes nos três períodos do dia, já que na Asa Sul concentra o maior número de faculdades particulares, além de cursos preparatórios onde concentra boa parte dos estudantes.

SUGESTÃO
Diante disto, sugerimos uma alteração nas linhas 147.2 e 194, ambas partem para a Avenida W3 Sul, pois aumentou significativamente o número de usuários para este destino. Com sugestão destacamos o seguinte:
A linha 147.2 deverá fazer quase o mesmo trajeto da linha 197.3, passando pela Avenida São Sebastião nos bairros São Francisco e São José, bairro Centro, Avenida Comercial (bairro Setor Tradicional), Vila Olímpica e bairro Morro Azul.  Segue pela rodovia DF-463, em frente ao bairro Jardins Mangueiral, região dos condomínios Jardim Botânico, Ponte JK, Esplanada e por fim Avenida W3 Sul.


A linha 194 deverá se readaptada e fazer o trajeto equivalente à linha 180.1, saindo do terminal de São Sebastião, passando pela Avenida Central do Bosque (Residencial do Bosque), Avenida Central (bairro São José e Vila Nova), Rua da Gameleira (bairro Centro), Avenida São Sebastião (Residencial Oeste). Conforme a imagem a seguir:

  
Linha 147 – São Sebastião/L2 Sul/rodoviária plano piloto (via gilberto salomão)
A linha 147 foi uma das primeiras linhas de ônibus, da antiga Agrovila São Sebastião. Com dois ônibus por dia (um para ir e outro para voltar), em 1992, era este o responsável por levar uma parcela da população até a Rodoviária do Plano Piloto. Hoje, com linhas de ônibus que passam pelas Pontes JK e Costa e Silva, na teoria, a distância e o tempo até a rodoviária do Plano Piloto encurtaram.
A linha possui uma extensão de 42,84 km* e seu principal trajeto é saindo do Terminal Rodoviário de São Sebastião, passando pelos bairros Residencial do Bosque, Avenida Central nos bairros São José e Vila Nova, Rua da Gameleira no bairro Centro, Avenida Comercial no Setor Tradicional, e bairro Morro Azul. Segue pelo Lago Sul, via DF- 035 e DF-025 e Avenida L2 Sul e finalizando Rodoviária do Plano Piloto.



SUGESTÃO:
A fim de encurtarmos o tempo e a distância percorrida por esta linha sugerimos que o trajeto que passa pelo Lago Sul seja excluído. Continuando o mesmo trajeto em São Sebastião e seguir via Ponte JK, Esplanada dos Ministérios e Avenida L2 Sul e posterior retornando a cidade, sem a necessidade de ir até a Rodoviária do Plano Piloto. O tempo e a distancia seriam menor e atenderia principalmente os usuários que trabalham ou estudam nas proximidades da Avenida L2 Sul e outros usuários que embarcam ou desembarcam na Esplanada dos Ministérios.

Linha 147.4 – São Sebastião/L2 NORTE (via PONTE COSTA E SILVA)
A linha 147.4 atende a população que trabalha e estuda na Avenida L2 Norte. Existe uma considerada demanda de passageiros nos períodos da manhã, tarde e noite. É esta linha que atende os estudantes da Universidade de Brasília –UNB.
Atualmente ele A linha possui uma extensão de 45,74 km* e seu principal trajeto é saindo do Terminal Rodoviário de São Sebastião, passando pelos bairros Residencial do Bosque, Avenida Central nos bairros São José e Vila Nova, Rua da Gameleira no bairro Centro, Avenida Comercial no Setor Tradicional, e bairro Morro Azul. Segue pelo Lago Sul, via DF- 035 e DF-025, Ponte Costa e Silva, Avenida L2 Sul na altura da 603 seguindo para a Avenida L2 Norte.


SUGESTÃO:
A fim de encurtarmos o tempo e a distância percorrida por esta linha sugerimos que o trajeto que passa pelo Lago Sul seja excluído. Continuando o mesmo trajeto em São Sebastião e seguir via Ponte JK, Esplanada dos Ministérios e Avenida L2 Norte e posterior retornando a cidade, sem a necessidade de ir pela Ponte Costa e Silva. O tempo e a distancia seriam menor e atenderia principalmente os usuários que trabalham ou estudam nas proximidades da Avenida L2 Norte e outros usuários que embarcam ou desembarcam na Esplanada dos Ministérios.

Certos da apreciação dos técnicos e contamos mais uma vez com o intuito de ajudar no melhoramento do transporte público no Distrito Federal.

Comitê de Transporte de São Sebastião-DF


Viplan (quero novidade) operava com ônibus piratas

O empresário Wagner Canhedo manteve cerca de 900 ônibus em operação, apesar de ter autorização para apenas 744: concorrentes não tinham conhecimento da ilegalidade da Viplan
As empresas de transporte coletivo da família de Wagner Canhedo Filho vinham fazendo pirateamento de linhas mesmo depois que as novas concessionárias começaram a operar. Apesar de ter autorização para circular com menos de 750 veículos, o grupo continuava operando com mais de 900 ônibus com o objetivo de retirar receita das concorrentes. A fraude foi descoberta esta semana após a intervenção do Governo do Distrito Federal (GDF) na Viação Planalto (Viplan), Lotáxi e Condor. O poder público assumiu a gestão das firmas na última segunda-feira depois de constatar que Canhedo passou a dificultar a entrada dos operadores que venceram a licitação feita em 2012.

Juntas, as três empresas da família detinham mais de 30% de todo o mercado de transporte coletivo da capital federal. Elas operavam praticamente em todo o Distrito Federal, tanto que tinham garagens localizadas no Guará (sede central), Sobradinho, Gama, Santa Maria e Samambaia. No auge da operação, contabilizava o controle de 288 linhas e possuía 965 ônibus em circulação. Conforme as novas concessionárias foram entrando no mercado (São José, Pioneira e Piracicabana), era para a Viplan e suas parceiras terem saído de 74 linhas e retirado 221 ônibus das ruas. Mas não foi bem isso que aconteceu.

“Assim que passamos a responder pela gestão das empresas do Canhedo, descobrimos que ele continuou atuando de forma pirata em várias linhas. Ele tinha autorização para rodar com 744 ônibus, mas estava com mais de 950 em trânsito. Com isso, impactava no faturamento dos outros grupos”, contou o secretário de Transportes do DF, José Walter Vazquez Filho, ontem durante a entrega de mais 102 novos ônibus que vão se integrar ao serviço de transporte coletivo de Brasília. As novas concessionárias não chegaram a fazer reclamação formal sobre a situação porque nem sequer tinham conhecimento da concorrência ilegal por ainda estarem se ajustando ao novo modelo.


Dificuldades
O secretário reconhece que a situação toda ocorreu devido às dificuldades de controle e fiscalização por parte do poder público. “Brasília vivia com a situação de ter o transporte coletivo há mais de 40 anos funcionando sem concorrência pública. Por mais que tentássemos controlar, era difícil. Justamente por isso trabalhamos tanto para conseguir licitar todas as linhas. A partir de agora, o Governo do DF passa a ter o controle de toda a gestão do sistema em suas mãos. Poderemos planejar e fiscalizar”, acrescenta Vazquez.

Até ontem, a Sociedade de Transportes Coletiva de Brasília (TCB), que está cuidando da gestão do grupo Canhedo, já tinha conseguido concluir mais de 300 rescisões de contrato com funcionários. A expectativa é de que, até a próxima semana, já tenham sido fechados cerca de mil acertos trabalhistas e consequentes recontratações pelas novas empresas. O Correio não conseguiu contato com Wagner Canhedo Filho ontem para que ele comentasse o assunto.

Ontem, o número de novos ônibus atingiu a marca de 1.032. Do total, cerca de 800 ainda estão parados, aguardando o momento de começarem a circular. O governador Agnelo Queiroz (PT), que participou da entrega de102 veículos pertencentes à Urbi (consórcio HP/Ita) e Marechal, destacou que essas duas últimas empresas começam a operar ainda este ano. “Com as três que já estavam em operação, completamos as responsáveis pelas novas cinco bacias já trabalhando em 2013. É um grande avanço e demonstra claramente que a nossa decisão de licitar todo o sistema foi acertada. Agora, vamos trabalhar no sentido de melhorar a qualidade do serviço”, disse, enquanto andava em um dos novos veículos entre a Estrada Parque Taguatinga e o terminal do Núcleo Bandeirante.

Renovação
O governador destacou que até fevereiro toda a frota velha deve ser retirada das ruas da capital e substituída por 2.630 ônibus das novas empresas que vão operar as bacias 1 (Piracicabana), 2 (Pioneira), 3 (Urbi), 4 (Marechal) e 5 (São José). A primeira região que deverá ter todo o sistema renovado será atendida pela Piracicabana, onde os mais de 400 veículos vão fechar o ano já sob responsabilidade dessa concessionária. A base principal de operação da companhia é a Saída Norte do Distrito Federal (ver quadro). “A Piracicabana vai poder assumir a área com 100% da atividade porque a Viplan ainda circulava em algumas linhas lá e, com a nossa ação, retiramos os ônibus do Canhedo. Agora, o novo operador fica responsável”, complementa o secretário de transportes.

Novo sistema
Bacia 1

Brasília, Sobradinho, Planaltina, Cruzeiro, Sobradinho 2, Lago Norte, Sudoeste/Octogonal, 

Varjão e Fercal

Frota*: 417 veículos
Operador: Viação Piracicabana

Bacia 2

Gama, Paranoá, Santa Maria, São Sebastião, Candangolândia, Lago Sul, Park Way (parte), Jardim Botânico e Itapoã

Frota: 640 veículos

Operador: Viação Pioneira

Bacia 3

Frota: 483 veículos

Operador: Urbi (Consórcio HP/Ita)


Bacia 4

Taguatinga (parte), Ceilândia, Guará, Águas Claras e Park Way (parte)

Frota: 464 veículos

Operador: Viação Marechal

Bacia 5

Taguatinga (parte), Brazlândia, Ceilândia, SIA, SCIA/Estrutural e Vicente Pires

Frota: 576 veículos

Operador: Expresso São José
*A frota está distribuída em ônibus articulados, convencionais e 

micro-ônibus, que vão operar em corredores exclusivos, linhas de ligação entre cidades e linhas alimentadoras.

Memória
Problemas com a Justiça

Um dia dona de um verdadeiro império dos transportes, a família Canhedo testemunhou o prestígio dos negócios cair na mesma proporção do acúmulo de dívidas. Hoje, estima-se que somente a Vasp, companhia aérea que teve a falência decretada em 2008, deva algo em torno de R$ 5 bilhões, sendo R$ 1 bilhão relacionado ao passivo trabalhista. A Previdência Social espera receber R$ 35 milhões em tributos atrasados. Pelo calote, Wagner Canhedo ficou preso durante 30 horas em 2004. Em função dos débitos, a Justiça tomou da família a Fazenda Piratininga, avaliada em R$ 500 milhões, e repassou aos funcionários da empresa como garantia de pagamento. 

De acordo com a acusação, a direção da Vasp recolhia as contribuições trabalhistas, mas não depositava. A mesma prática, segundo a Justiça do DF, foi implantada por Wagner Canhedo Filho, principal herdeiro do ex-dono da Vasp, em seus negócios na capital do país. Canhedo Filho é dono do Hotel Nacional e preside o grupo Viplan. 

Em maio de 2008, ele chegou a ser preso pela Delegacia de Capturas e Polícia Interestadual após descumprir decisão da 1ª Vara do Trabalho do Distrito Federal que exigia o pagamento de 30% do faturamento do Hotel Nacional para cobrir dívidas trabalhistas. Antes, em 2007, ele foi condenado a um mês de prisão pelo Juizado Especial Criminal de Justiça do DF por se recusar a vender passes escolares.

Via: Correio Braziliense

Novos ônibus, velhos problemas

Lotação é um dos problemas que continua a perturbar os usuários, mesmo em cidades com novos ônibus


A nova frota de coletivos do Distrito Federal entregue em oito regiões — Ceilândia, Itapoã, Paranoá, Recanto das Emas, Riacho Fundo 2, Taguatinga, Vicente Pires e São Sebastião — soma 226 veículos no total. Mas não foi o suficiente para diminuir a insatisfação dos passageiros em relação ao sistema público de transporte. Atrasos, falta de veículos, superlotação e mau comportamento de cobradores e motoristas são as principais reclamações, mesmo em automóveis novos. Veículos que circulam há menos de um mês já apresentam defeito na campainha, situação flagrada pelo Correio no Paranoá.

O descumprimento de horário de algumas linhas contribui para o crescimento dos piratas que atuam livremente pela região do Itapoã sob os olhares de um fiscal de uma empresa de transporte e que, segundo ele, nada pode fazer. “É um esquema bem organizado em que todos se conhecem e dividem as linhas que vão fazer. Passam a cada cinco minutos nas paradas e nunca estão vazios”, conta Donizete Sousa.

A reportagem percorreu as ruas do Itapoã e flagrou diversas cenas de transporte ilegal. Em uma situação, era possível ver duas mulheres, uma criança de colo e um rapaz entrarem no banco de trás de um Fiat Siena. “O pirata só existe porque o transporte público deixa a desejar. As pessoas não aguentam mais ter que aguardar até duas horas por um ônibus, sem contar na possibilidade de o coletivo quebrar”, reclama a diarista Maria de Jesus da Silva, 37, moradora do Itapoã.

E com atrasos e superlotações começa o dia da doméstica Antônia Moura, 44 anos, moradora do Paranoá. Às 6h de ontem, ela aguardava na fila do terminal do Paranoá o veículo da linha 100.2, sob responsabilidade da Viação Pioneira desde 29 de julho. “Estou há 20 minutos esperando o coletivo, que já está atrasado. É um absurdo essa situação. A única coisa que melhorou foi o estado do carro, mas já ouvi falar que um deles quebrou”, revela. 

Antônia deu sorte e conseguiu se sentar. Quem não pode chegar mais cedo tem que se contentar a ir em pé. “Os veículos novos continuam lotados porque não há cumprimento do horário. E quando a gente reclama, os motoristas nos tratam mal. Eles fazem o que querem com os usuários e nós, que dependemos do serviço, somos obrigados a aceitar tudo isso”, desabafa a também doméstica e moradora do Paranoá Maria da Silva, 37.
"O pirata só existe porque o transporte público deixa a desejar. As pessoas não aguentam mais ter que aguardar até duas horas por um ônibus" Maria de Jesus da Silva, diarista e moradora do Paranoá
Menos assentos

Outro motivo que contribui para a superlotação é a redução do número de assentos dos ônibus novos, que contam com 36 lugares — 11 a menos em relação à frota antiga. “A renovação não significa que tudo funcione corretamente. A campainha, por exemplo, não funciona direito”, conta Maria da Silva. A atendente Isabela Nascimento, 22, reclama também da falta de respeito dos motoristas em não parar nos pontos. “O veículo é pequeno e não atende a demanda. Passam lotados nas últimas paradas e quem mora na parte final do Paranoá é obrigado a contar com a sorte para que outro carro venha mais vazio”, lembra. “Quando estou muito atrasada, sou obrigada a pegar dois coletivos”, conta Isabela.

A insatisfação com o sistema de transporte coletivo contribui para o aumento de ônibus queimados no DF. De acordo com o Corpo de Bombeiros, de janeiro a julho deste ano, 43 carros foram incendiados — 13% a mais se comparado ao mesmo período de 2012, quando 38 veículos acabaram atingidos. Até 22 de agosto, quatro ocorrências tinham sido registradas. Planaltina é a região que concentra o maior número de ocorrências: cinco. A revolta não está restrita aos usuários. Em 21 de agosto, um motorista da Viplan ateou fogo a um ônibus da empresa por insatisfação com as condições de trabalho. Procurada pela reportagem, a viação não se pronunciou.

Já o diretor-geral do Transporte Urbano do DF (DFTrans), Marco Antonio Campanella, alega que boa parte dos veículos queimados não são do sistema local. “Poucos carros que rodam na cidade fazem parte da estatística, apesar de o DFTrans não ter esse levantamento. Nosso sistema é velho, mas ainda é mais novo em comparação ao Entorno, e está em pleno processo de mudança.”

Carros serão monitorados
O diretor-geral do Transporte Urbano do DF (DFTrans), Marco Antonio Campanella, reconhece os problemas descritos pelos passageiros, mas critica as empresas ao afirmar que nada justifica atrasos e desrespeito aos passageiros. “Não vamos tolerar essa situação. Estamos providenciando o monitoramento da frota que atua nas regiões atendidas pelo novo sistema”, garante. Segundo ele, o governo estabeleceu prazo de 90 dias, a partir da data em que os carros começaram a circular, para que as empresas que venceram a licitação providenciem a homologação e a instalação dos equipamentos que contribuirão para a fiscalização dos veículos.

Parte da frota da Expresso São José já é monitorada pela nova rede, em fase de implantação, do DFTrans. O Correio procurou a empresa e a Viação Pioneira para comentarem o assunto, além Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros e das Empresas de Transportes Coletivos (Setransp), mas não houve retorno.Segundo Campanella, assim que a rede de monitoramento estiver completa, em dezembro, o governo vai cobrar o que foi acordado no contrato, tais como o fim dos atrasos e da superlotação. “O governo deverá apurar a qualidade do serviço por meio da criação do índice de qualidade. Estamos na fase de definir os critérios técnicos da avaliação que será feita pelo DFTrans e pelo Detran (Departamento de Trânsito do DF)”, concluiu o diretor do DFTrans.


Marcopolo entregará 404 ônibus urbanos para o Distrito Federal



Marcopolo Ciferal, unidade exclusiva de produção de ônibus urbanos, entregará 404 unidades do modelo Torino para a Viação Piracicabana, uma das responsáveis pelas operações de transporte público de passageiros de Brasília. Os veículos montados sob chassis Mercedes-Benz OF-1721 tem 12 metros de comprimento e capacidade para transportar 81 passageiros. Além da capital federal, os veículos serão utilizados em rotas das cidades de Sobradinho, Planaltina, Cruzeiro, Sobradinho II, Lago Norte, Sudoeste Octogonal, Varjão e Fercal.

Segundo o diretor de operações da Marcopolo, Paulo Corso, o negócio faz parte do programa de investimento do governo do Distrito Federal em transporte público. 

“A Viação Piracicabana é uma tradicional parceira da Marcopolo e temos orgulho de sermos escolhidos para fornecer os ônibus que a empresa utilizará no Distrito Federal e em mais oito cidades da região. A escolha pelo modelo Torino consolida os seus atributos e vantagens de menor custo operacional, além de conforto e segurança para os usuários.” 

Os ônibus são equipados com sistema de gerenciamento de frota, GPS e câmeras no interior, programadas para transmitir informações em tempo real para uma central. O Torino é produzido na fábrica da encarroçadora Ciferal localizada no Rio de Janeiro. A empresa, adquirida em 1999 pela Marcopolo, tem capacidade para produzir 7,5 mil unidades por ano e hoje emprega 2,6 mil trabalhadores. 

De acordo com o diretor da Marcopolo Ciferal, Alberto Calcagnotto, terá início ainda este ano a fabricação de modelos articulados e biarticulados, que até então eram fabricados apenas na planta da Marcopolo em Caxias do Sul (RS).

Ônibus articulados passam pelo primeiro teste

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Ônibus similares aos que serão utilizado na Linha Expresso DF, realizaram um teste operacional ontem no Eixão Sul.

Infraestrutura ganha R$ 1,4 bi



O Fundo de Desenvolvimento do Centro-Oeste (FDCO), gerenciado pela Superintendência do Desenvolvimento do Centro-Oeste (Sudeco), começou a operar com R$ 1,4 bilhão. O Decreto nº 8.067, assinado pela presidente Dilma Rousseff, que regulamenta os financiamentos, foi publicado ontem no Diário Oficial da União (DOU). A quantia será destinada a projetos relacionados à infraestrutura e poderá ser administrada pelo Banco do Brasil e pela Caixa Econômica Federal. Inicialmente, as quatro unidades da Federação que compõem a região — Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul — terão fatias iguais do valor. 

“Não estabelecemos percentual para cada um, mas, a princípio, vamos procurar dividir em 25%. Não é regra. Vamos priorizar projetos que realizam integração, como o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), que ligará Brasília a Goiânia, e a duplicação de rodovias, por exemplo”, explicou o diretor-superintendente da Sudeco, Marcelo Dourado. As empresas interessadas podem procurar o órgão para apresentar os projetos. “A partir da publicação do decreto, o dinheiro fica disponível, mas estimamos que as contratações vão começar, efetivamente, em cerca de 10 dias, por questões estruturais”, completou. 

Diferentemente do Fundo Constitucional do Centro-Oeste (FCO), no qual o limite para o financiamento é de R$ 100 milhões, o FDCO só apoia projetos acima de R$ 50 milhões. “A ideia é motivar grandes obras relacionadas à infraestrutura, principalmente as ligadas à mobilidade urbana e às ferrovias. No Brasil, 75% do transporte são feitos com pneus e 25% sobre trilhos. Temos de inverter isso”, disse Dourado. Brasília tem apenas duas estações ferroviárias, a Bernardo Sayão, localizada no Núcleo Bandeirante, atualmente desativada, e a Brasília, na extremidade oeste do Eixo Monumental. 

Atrativo
Alguns empreendedores já procuraram a Sudeco por conta do fundo. “Diversos empresários já mostraram interesse”, comemorou o diretor-superintendente. Os juros podem variar entre 5% e 6,5% ao ano. “O tempo de financiamento — até 20 anos, com 3 de carência — é o grande atrativo. As taxas também chamam a atenção por serem relativamente negativas, já que ficam abaixo da inflação”, destacou Dourado. Para ele, o fundo impactará não somente as unidades da Federação beneficiadas, mas todo o Brasil. “Os financiamentos devem motivar a inovação e a tecnologia no país.”

A Sudeco espera que em 10 anos, no máximo, o programa não precise mais de verba do governo. “Anualmente, no mínimo R$ 1,4 bilhão do orçamento ficarão disponíveis para o fundo, mas, com o retorno dos financiamentos e os juros, nesse prazo já será autossuficiente”, previu Marcelo Dourado. O valor também poderá ser utilizado em parcerias público-privadas (PPPs). “A quantia já pode ser usada, por exemplo, no VLT que liga Brasília a Goiânia e o que liga a Luziânia.”